Bruno Taut
Bruno Taut (1880-1938).
- Muito conhecido por seu trabalho teórico,
seus escritos especulativos e os vários prédios que projetou por ocasião de
exposições - dos quais o mais conhecido é o pavilhão de vidro para a exposição
da Deutscher Werkbund, realizada em Colonia em 1914. Seus croquis para
uma arquitetura alpina (1917) resultam de um trabalho visionário nutrido
por uma visão assumidamente utópica e mística. No início de sua carreira, Taut
foi uma figura notável entre os arquitetos expressionistas. (Wikipedia.com).
- Depois de ter se formado em Berlim e ter
trabalhado no estúdio de Theodor Fischer em Stuttgart, Taut abre seu próprio
escritório em Berlim em parceria com Franz Hoffmann, 1910. Seu colega mais
velho, Hermann Muthesius, lhe sugere uma viagem de estudos a Inglaterra para
compreender a abordagem das cidades jardins. Essa viagem causará um impacto
durável sobre Taut. Muthesius o apresentou também a algumas figuras importantes
do Deutscher Werkbund, dentre as quais Walter Gropius. (Wikipedia.com).
- Em 1924, Taut tornou-se arquiteto-chefe da GEHAG, a cooperativa de
habitação pública de Berlim, e foi o principal projetista de vários grandes
empreendimentos residenciais de sucesso notadamente o
"Hufeisensiedlung" de 1925, nomeado por sua configuração em
ferradura, e o Onkel Toms Hütte ("Cabana do Pai Tomás") em Zehlendorf
em 1926, nomeado de acordo com um restaurante local e situado em frente a um
bosque de árvores. Ambas as construções, tornaram-se exemplos proeminentes do
uso de detalhes coloridos na arquitetura. (Wikipedia.com).
- A arquitetura de Taut tinha uma relação estreita com a cor e a textura; a
cor e a textura do tijolo (proveniente daquilo que se intitulou brick
expressionism), a cor e a transparência do vidro, mas também a cor dos
pigmentos aplicados nas superfícies cuidadosamente rebocadas e contrastando com superfícies de
tijolos aparentes.
“A Glass House não tinha outra
finalidade além da estética. Destinava-se a ser puramente um espaço
expositivo e uma bela fonte de ideias para a arquitetura "duradoura".
De acordo com o poeta Paul Scheerbart, a quem a casa foi dedicada,
ela deveria desiludir aquela compreensão mais restrita a
respeito do espaço da arquitetura e introduzir os propósitos e as
possibilidades que o vidro proporcionaria para o mundo da arquitetura”
(Bruno Taut).
- Glass Chain (Die Gläserne Kette, em
alemão) foi uma troca de cartas iniciadas por Bruno Taut em novembro de 1919. A
correspondência durou apenas um ano e incluiu Walter Gropius, Hans Scharoun e
Paul Gösch entre outros. As cartas da Glass Chain - treze ao total
- especulam e fantasiam sobre as possibilidades do uso do vidro,
imaginando, nas palavras de Fredrik Hellberg e Lara Lesmes (Space Popular),
"follies de vidro fluídos e orgânicos e catedrais de cristal
coloridas cobrindo cadeias de montanhas inteiras até chegarem ao espaço.”
- A inquietação cultural dos arquitetos alemães
era multifacetada como um cristal. Havia o lado místico e o lado utópico
representados pela Glass Chain Corrente de Cristal; havia o lado pragmático,
representado pela Deutcher Werkbund (Federação Alemã do Trabalho), que forjava
a ligação com a indústria, um imperativo dos novos tempos para conseguir melhor
qualidade dos produtos e melhor condição de vida; havia o lado político
representado pela Arbeitsrat für Kunst (Conselho de Trabalhadores pela
Arte). (Silvio Colin).
- A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) teve um forte efeito sobre Taut e
sua arquitetura posterior, porque ele se tornou um pacifista. As idéias que ele
havia criado na Gass House de 1914 seriam enquadradas em um contexto mais
profundo e se tornariam o ponto de partida da sua arquitetura durante os
próximos anos. Taut alegou que a arquitetura tinha que encontrar uma alternativa
à ideologia de guerra da época, e tinha que estar conectada com o misticismo,
como ele costumava dizer: "sem religião não há cultura verdadeira,
nenhuma arte". Esta afirmação foi enquadrada dentro do conceito Geist
e Volk (Espírito e pessoas), onde o Geist (espírito) foi o veículo através das
aspirações pessoais do homem que estavam próximas das criações do deus.
- Em 1919, Taut publicou seu livro-manifesto "A Cidade Coroa",
onde, a partir de uma abordagem racional, estabeleceu a base de um novo centro
comunal: um espaço secular entre a catedral gótica e o templo asiático. Nestes
templos, o objetivo supremo da arquitetura (sua função) é a devoção pela beleza
e ofertar um lugar para o espírito. Bruno Taut atinge um futurismo utópico, onde
a tecnologia tem que ajudar ao Geist.
- Pouco depois de publicar este livro, Taut mostrou seu novo trabalho
"Alpine Architektur", onde ele projetou seus templos seculares em uma
sequência muito criativa de desenhos. O vidro e o aço são vistos na arquitetura
alpina como elementos que se afastam do materialismo do período. Um dos
principais alvos de Taut era superar as limitações do materialismo como parte
de seu ativismo contra o racionalismo. Glass era sinônimo da pureza primitiva e
do paradigma da inocência, um mundo interior de sonhos que, em vez de enfrentar
os problemas ideológicos e sociais do período, se encerrava numa bolha de
cristal (http://www.hiddenarchitecture.net/2015/11/alpine-architecture.html).
(Este
texto não tem pretensão autoral. Tratam-se de notas de aula retiradas de
autores distintos, referendados abaixo):
REFERENCIAS:
COLIN,
Silvio. https://coisasdaarquitetura.wordpress.com
www.wikipedia.com


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