Historicismo 3


Neoclassicismo alemão: Berlim, capital da Prússia.
- Desde 1618, o Margraviado de Brandenburg tinha estado em união dinástica com o Ducado da Prússia. Em 1701, o estado dual formou o Reino da Prússia, com Frederico III, eleitor de Brandemburgo, coroando-se como rei Frederico I da Prússia. Berlim passa, então, à categoria de capital prussiana, vendo nascer as Academias de Belas Artes e das Ciências. Edifícios imponentes surgem por todos os lados, destacando-se entre outros a Zeughaus e o palácio de verão de Charlottenburg.

- Em 1740, Frederico II, conhecido como Frederico, o Grande (1740-1786), chegou ao poder. Sob o seu governo, Berlim tornou-se um centro do Iluminismo europeu e a Prússia um estado poderoso da Europa (estado militar e expansionista: anexação da Silésia etc).

-  Um projeto de uma Berlim imperial é desenvolvido a partir de então de forma a transformar a velha cidade numa das principais capitais européias, projeto este que vai tomar novo impulso com Bismarck em 1861 e a unificação dos diversos pequenos principados germânicos no projeto de um Estado Alemão Imperial.


 

1910. Parada militar na Unter den Linden, boulevard na parte central de Berlim que conectava o Portão de Brandenburgo (Carl Gotthard Langhans. 1788-91) ao Palácio imperial.

 
Karl Friedrich Schinkel (1781-1841).
- Estudou arquitetura numa das primeiras turmas da Escola de Arquitetura de Berlim.

- Fez sua primeira viagem à Itália de 1803 à 1805, onde teve contato com a arquitetura clássica, assim como com a arquitetura de tijolos da Idade Média.

-Iniciou sua carreira profissional como pintor, abandonando posteriormente a pintura pela arquitetura. 

- Schinkel ficou conhecido pelo rigor das suas construções clássicas, neo-gregas e neo-renascimentais, contudo, pode ver-se um forte viés eclético no arquiteto que manifestou-se muito cedo nas suas pinturas românticas que cultuavam a arquitetura religiosa gótica, mas viés este que volta no final da carreira, em projetos como o do Castelo de Orianda na Criméia (1838) que não chegou a ser construído, e o do castelo de Kamenz na Polônia, também de 1838.    

- Em 1810 foi nomeado assessor superior das construções e em 1815 conselheiro superior e membro da Alta Comissão Técnica das Construções, sendo responsável inclusive pelas construções reais.

“A atitude histórica não consiste em conservar ou a refazer o antigo, pois isso destruiria a História; agir históricamente, é produzir o novo e dar uma continuidade à História” (Schinkel).


Schinkel, Alte Galerie, Berlin. 1823-30.


  
Schinkel, Castelo de Orianda, Criméia. 1838.




 








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