Engenharia e Belas Artes.


Escola de Belas Artes – Paris.
- Fundada em 1817 a Escola é a herdeira da Academia Real de Pintura e Escultura fundada em 1648 por Luis XIV e que foi até então a instituição estatal responsável pela regulamentação e ensino das artes na França (Wikipedia.fr).

- Após a abolição pela Revolução, das escolas da Academia Real de Pintura e Escultura e da Academia Real de Arquitetura, a educação artística foi abolida e a arquitetura foi colocada no contexto da seção de engenharia da Escola Politécnica. Sob a direção de Jean-Nicolas-Louis Durand, esse ensino é gradualmente reduzido à uma ciência da engenharia, enquanto uma forma artística de ensino, permanece na forma de oficinas privadas, e onde o estilo eclético predomina (Wikipedia.fr).

- Com a criação do Instituto de France em 1795, uma primeira escola foi reconstituída enquanto Academia de Belas Artes. Uma escola única, que volta a combinar pintura, escultura e arquitetura e que é criada em 1797. Os professores são escolhidos pelos acadêmicos que também designam as autoridades administrativas da escola. Eles decidem os tópicos do currículo assim como os vencedores do Prêmio de Roma (Wikipedia.fr).


Escola Politécnica de Paris.
- A Escola Politécnica é uma escola de engenharia francesa fundada em 1794 pela Convenção Nacional sob o nome de Escola Central de Obras Públicas e militarizada em 1804 por Napoleão I (Wikipedia.fr).

- O projeto inicial previa que a Escola Politécnica substituísse todas as antigas escolas de engenharia. Mas estas antigas escolas são finalmente restauradas em 1795 sob o nome de "escolas de aplicação": torna-se obrigatório passar pela Escola Politécnica que oferece a formação teórica geral, enquanto as escolas de aplicação fornecem prática e especialização (Wikipedia.fr).

- As tarefas da Escola relacionadas ao serviço público imbuem os estudantes com o ideal republicano. A partir da década de 1830, muitos estudantes da Escola Politécnica são influenciados pelas ideologias saint-simoniana e positivista. A influência do positivismo na escola levou Friedrich Hayek a descrevê-la como a fonte do orgulho científico e do socialismo moderno. Essa crítica é ecoada por Wilhelm Röpke, que vê na Escola o centro de difusão de uma corrente "mecanicista-positivista" para "um racionalismo frenético" que deseja construir e organizar "a economia, o Estado e a sociedade, de acordo com as leis” alegadamente científicas (Wikipedia.fr).

- A principal característica do positivismo era, de acordo com Abbagnano; a ‘romantização da ciência, sua devoção como único guia da vida individual e social do homem, único conhecimento, única moral, única religião possível’.

- Durante as jornadas de julho (1830), os estudantes da Politécnica  se colocaram ao lado dos insurgentes. A reputação da Escola cresceu tanto que, no início da revolução de 1848, os estudantes voltaram às ruas para mediar entre o poder e os insurgentes (Wikipedia.fr)

 - Os engenheiros no contexto da sociedade do novecento foram os profissionais liberais mais influentes e responsáveis pelas transformações sociais, ao contrário do papel restrito às ciências da construção dos dias atuais, no novecento eles atuavam pelo menos nas seguintes frentes: na construção civil; na ciência dos materiais; no urbanismo e na sanitização das cidades; nos transportes púbicos e na estrada de ferro; na geologia e na botânica; na geografia; na hidrografia de portos e navegabilidade de rios; na modernização dos costumes e na pedagogia; na imprensa; na política, em geral enquanto abolicionistas (no Brasil) e republicanos etc.  

(Este texto não tem pretensão autoral. Tratam-se de notas de aula de autores distintos referendados abaixo):
Referencias:
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo : Mestre Jou, 1970.
 

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